Opinião: A polêmica entre “Diva do Avião” e mãe da criança expõe os extremos das redes sociais



Por Rota Araguaia em 13/12/2024 às 13:11 hs

Opinião: A polêmica entre “Diva do Avião” e mãe da criança expõe os extremos das redes sociais
Reprodução/Instagram/@jeniffercastro e Reprodução/Instagram/@aline.rizzo

Redação

A recente disputa pública entre Jeniffer Castro, apelidada de “Diva do Avião”, e Aline Rizzo, mãe de uma criança que chorou por não conseguir sentar na janela de um avião, é um exemplo claro de como pequenos desentendimentos cotidianos podem ganhar proporções gigantescas quando somados à explosão das redes sociais.

Tudo começou com um vídeo que mostrava Jeniffer se recusando a trocar de lugar com a criança, registrado por outro passageiro. O momento gerou debates acalorados, com acusações de falta de empatia e, em seguida, uma polarização de opiniões. A "Diva do Avião" ganhou milhões de seguidores e contratos publicitários, enquanto Aline passou a lidar com ataques de ódio online.

O problema, contudo, não é apenas a falta de troca de assentos, mas sim a forma como a narrativa foi manipulada e explorada. Jeniffer inicialmente não esclareceu que o vídeo não foi gravado nem divulgado pela mãe da criança, permitindo que Aline fosse alvo de hostilidade. Essa omissão, independentemente das justificativas emocionais apresentadas pela “Diva”, contribuiu para um clima tóxico nas redes.

Por outro lado, a exposição de Aline, que também deu entrevistas e participou de programas de televisão, levantou outra questão: até que ponto é produtivo alimentar a polêmica? O debate perdeu o foco no incidente original e se transformou em uma troca de acusações sobre quem se aproveitou mais da situação.

É importante questionar a responsabilidade de ambos os lados e, principalmente, do público e da mídia em perpetuar conflitos como esse. Casos como este reforçam que, na era digital, uma narrativa pode ser desvirtuada para gerar engajamento, com pouco cuidado com as consequências emocionais para os envolvidos.

A lição que fica é clara: antes de apontar dedos e tomar partido em histórias que viralizam, é essencial questionar o contexto, os interesses em jogo e o impacto de nossas reações. Na busca por cliques e seguidores, o custo emocional e ético parece, muitas vezes, ser negligenciado.



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